Se o seu bebé bolsa depois de ser alimentado não significa necessariamente que haja algum problema de saúde. De facto, a maioria dos bebés não necessita de tratamento.

É perfeitamente normal os bebés nascerem com um tónus do esfíncter esofágico inferior mais fraco, o que propicia o refluxo fisiológico e à medida que o bebé se desenvolve, acaba por se resolver (entre os 6 a 12 meses).


Quando os bebés têm refluxo gastroesofágico é comum bolsarem sempre após serem alimentados, associado a outros desconfortos. Mostram-se irritáveis, chorosos, esperneiam, podem até tossir e não descansam devidamente. O crescimento pode inclusive ficar comprometido.


Na consulta de Nutrição Funcional procura-se descobrir a(s) causas) do problema, pelo que a abordagem para cada bebé pode ser diferente.


Aspetos a ter em consideração:

- Alterar a rotina de alimentação

Refeições muito volumosas levam a um maior risco de refluxo. A ingestão de maior quantidade de ar também agrava o mesmo. São ensinadas estratégias para melhorar a rotina de alimentação.


- Colocar o bebé na posição vertical após alimentação

Ao deitar o seu bebé vai originar uma maior regurgitação do leite, bem como dos ácidos do estômago para o esófago, causando maior irritabilidade e refluxo.


- Remover alergias e sensibilidades alimentares

O que a mãe come interfere diretamente no leite e consequentemente no bebé. É importante num bebé com amamentação exclusiva corrigir a alimentação da mãe, removendo alergias e sensibilidades alimentares, mesmo que a mãe tolere alimentos ao qual é sensível.


- Mudar de fórmula

Se está a usar uma fórmula infantil, poderá ser necessário acertar na fórmula hipoalergénica adequada para o seu bebé.


- Eventual suplementação

É comum haver necessidade de suplementar para auxiliar a digestão do bebé e ajudar a aliviar o refluxo. Poderá ser necessário a utilização de probióticos específicos, entre outros.


Partilhe a sua experiência comigo e qualquer questão disponha :)


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  • Joana Pinheiro

Este protocolo desenvolvido pelo Institute of Functional Medicine é a estratégia que utilizo para auxiliar em diversas condições de saúde, de foro gastrointestinal, tais como na síndrome de cólon irritável, SIBO, Crohn, …

Este protocolo ajuda a aliviar sintomas relacionados com a saúde do intestino, tais como ansiedade, condições autoimunes, acne, enxaquecas crónicas, fadiga, dores musculares… Atendendo que o sistema digestivo é onde se localizam a maioria das células imunitárias, mas também através de qual se absorve nutrientes, ao melhorar a saúde do seu intestino, pode melhorar diversas condições que ocorrem em diversas partes do corpo.


Este protocolo consiste em:

1º Remover o que esteja a irritar o intestino, sejam alimentos, suplementos, stress, bactérias, entre outros. Pode ter sensibilidades alimentares, intolerâncias alimentares ou até alergias alimentares; poderá eventualmente estar a tomar alguns suplementos que possam estar a criar problemas digestivos como efeito secundário; pode estar sujeito a altos níveis de stress, mesmo não o sentindo, e por isso apresentar níveis elevados de cortisol, que por sua vez poderão estar a originar uma inflamação acentuada no tubo digestivo; poderá até ter parasitas, bactérias ou outros patógenos que requeiram tratamento.


2º Dependendo das suas condições de saúde, poderá ser necessário repor elementos chave, que auxiliem a fazer a digestão, tais como bílis, enzimas digestivas, mas também poderá ter défices nutricionais. Esta etapa do protocolo envolve repor elementos em falta, como por exemplo betaína HCL, ou enzimas; repor alimentos com nutrientes que auxiliem o corpo a produzir elementos em falta; repor nutrientes em falta.


3º As dietas de eliminação não são para toda a vida. Quando os sintomas tiverem melhorado significativamente é o momento de reintroduzir alimentos que ajudem a reequilibrar o microbioma. Poderá ser necessário reintroduzir alimentos com propriedades prebióticas ou até com probióticos, por exemplo.


4º Nesta etapa procura-se reparar o enterócito, ou seja, as células intestinais, mas também a mucosa intestinal e ao mesmo tempo diminuir a inflamação, bem como auxiliar a ter um microbioma saudável. Para esse efeito, poderá ser necessário incluir alimentos ricos em vitamina A, C, D e E, assim como zinco, aminoácidos e eventualmente suplementar com L-glutamina, colagénio, aloé vera…


5º Esta etapa é caracterizada por procurar encontrar o reequilíbrio. Sabendo que o nosso estilo de vida influencia imenso o nosso sistema digestivo, bem como a nossa saúde. Poderá ser necessário trabalhar a gestão do stress; melhorar o padrão de sono; aumentar o movimento ou até melhorar as relações interpessoais.


Cada caso é um caso e é importante encontrar as pistas corretas, juntá-las todas e desenvolver um programa personalizado, dentro de um método de trabalho, de forma a promover a saúde.

Se ficar com alguma dúvida ou precisar de algum esclarecimento, contacte-me.

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  • Joana Pinheiro

A pele é o maior órgão do corpo humano e protege o corpo de infeções, toxinas e da desidratação.

Sabia que a pele é um excelente indicador da saúde física e emocional? Contudo é a última a receber nutrientes. Os órgãos vitais como o cérebro, o fígado e o coração levam a melhor parte dos nutrientes. Já a pele recebe os “extras”, se existirem.


Numa situação de acne é importante analisar a causa do seu aparecimento. Por norma, podem existir um ou vários dos compromissos abaixo indicados:

- DESEQUILIBRIO NO EIXO INTESTINO-PELE-pele: um desequilíbrio entre bactérias boas e más pode originar um sobrecrescimento bacteriano e tornar o processo de regeneração da pele mais lento, podendo agravar um caso de acne. Dado 70 a 80% do sistema imunitário encontrar-se localizado no intestino, se houver algum compromisso da saúde intestinal, haverá também reflexo na pele.

- DISFUNÇÃO DA TIRÓIDE: um hipotiroidismo leva a baixos níveis de progesterona, podendo alterar o metabolismo do estrogénio, ou originar dominância estrogénica.

- DESEQUILIBRIO NO CICLO MENSTRUAL: a produção de sebo é controlada por hormonas androgénicas, como a testosterona. Quando essas hormonas estão em maior proporção, em comparação com outras hormonas, a pele acaba por produzir mais sebo. Como os poros ficam obstruídos com o excesso de sebo e células mortas, cria um ambiente perfeito para o aparecimento ou agravamento de acne. A síndrome de ovários poliquísticos é mais um exemplo onde um desequilíbrio hormonal causa manifestações de acne na idade adulta.

- STRESS: um dos inimigos da maioria das pessoas, acelera a produção de radicais livres que irão neutralizar proteínas como o colagénio, agiliza o envelhecimento e piora doenças cutâneas como o acne.

Hoje em dia, perceber a PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA no que concerne a compromissos na formação de colagénio, inflamação, proteção contra stress oxidativo e capacidade de desintoxicação, pode ser um aliado no tratamento do acne. Com este conhecimento, obtido através de testes de nutrigenética, é possível otimizar o estilo de vida, influenciando a ativação ou silenciamento de genes, com repercussões diretas sobre a pele.


Independentemente de poder haver compromissos nas áreas supracitadas, é importante uma boa ALIMENTAÇÃO e nutrição. Para uma boa saúde da pele é igualmente importante haver níveis ótimos de colagénio, vitamina D, ácidos gordos essenciais, ferro, zinco e vitamina A. Isto implica que a alimentação deve ser bastante equilibrada e saudável.

Sugerimos-lhe 9 alimentos que deve procurar ingerir regularmente para melhorar a saúde da pele: abacate, fígado, frutos do bosque, caldo de ossos, legumes de folha verde escura, azeite, frutos gordos, salmão selvagem e curcuma.


Melhorar uma condição de acne, à luz da NUTRIÇÃO FUNCIONAL é uma abordagem muito individualizada, pois é necessário analisar e corrigir o(s) desequilíbrio(s) por trás. Uma das grandes vantagens é que ao chegar-se à causa do problema, consegue-se resultados mais equilibrados e sustentados no tempo.

Recomenda-se que consulte uma nutricionista para a adoção de um novo estilo alimentar e eventual suplementação, de forma a otimizar a saúde da pele.

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