• Joana Pinheiro

A obstipação é uma complicação frequente no processo de introdução alimentar, sobretudo pelo desconforto que gera nos bebés.

Não evacuar diariamente não é sinónimo de obstipação. Só podemos considerar um bebé obstipado quando há menos de 3 dejeções por semana e existem sintomas de mal-estar, dor e distensão abdominal.

Os sinais de alerta que os pais devem estar atentos são:

- fezes muito duras, resultado de movimentos intestinais pouco frequentes;

- esforço excessivo do bebé ao tentar evacuar;

- dor abdominal e/ou sangue nas fezes.


Nestes casos existem diversas medidas que devem ser adotadas, entre elas:

- garantir uma correta hidratação (seja através do leite materno ou oferecendo água);

- garantir o consumo adequado de alimentos ricos em fibra, muito presente nas frutas e legumes;

- potenciar a motilidade intestinal através do incentivo ao movimento através de massagens suaves no abdómen inferior.


Se as medidas acima partilhadas não ajudarem, deve procurar falar com o pediatra ou nutricionista que acompanha o seu bebé, para personalizar as recomendações.

2 visualizações0 comentário
  • Joana Pinheiro


Eczema ou dermatite atópica é um problema de pele cuja prevalência tem aumentado ao longo dos anos. Estima-se que afete 1 em cada 5 crianças.

O eczema afeta significativamente a qualidade de vida quer das crianças, quer dos seus pais, nomeadamente na privação de sono.

A solução passa por descobrir o que está menos bem no corpo e diminuir a inflamação. A origem do eczema está relacionada com um desequilíbrio do sistema imunitário. O corpo está a reagir de forma exacerbada a algo que o ataca interna ou externamente.


A dermatite atópica tem 2 causas primárias comuns:

- Permeabilidade intestinal: quando há permeabilidade intestinal ocorre uma inflamação crónica de baixo grau em resposta a alguns alimentos que “atravessam” a barreira do intestino. Isto causa sensibilidade a alimentos, entre os quais é muito frequente verificar-se uma resposta exacerbada ao glúten e aos lácteos. A permeabilidade intestinal a longo prazo pode originar outros problemas de saúde, tais como fadiga, confusão mental, dores de cabeça, depressão, alergias, sinusite, síndrome de intestino irritável, refluxo, dores articulares e doenças autoimunes.


- Flora intestinal desequilibrada: eliminar o sobrecrescimento de bactérias patogénicas e fungos pode fazer uma diferença enorme em eliminar o eczema. Isto é designado por disbiose. Pode ser causado por uma alimentação processada, pobre em fibras, com hidratos de carbono refinados e elevado teor de açúcar. Este tipo de desequilibro pode ser agravado pela toma frequente de antibióticos, corticosteroides, entre outros.


Paralelamente, certos compostos químicos encontrados nos cremes, loções, detergentes também podem agravar um eczema.

Colocar cremes, antibióticos e outras soluções convencionais são na realidade soluções a curto prazo, que aliviam os sintomas momentâneos, contudo falham a tratar a causa do eczema.

A abordagem da Nutrição Funcional passar por mudar a estrutura alimentar, remover sensibilidades alimentares, adotar um modelo de alimentação anti-inflamatória, onde ocorra a reposição de nutrientes chave e haja a eliminação do excesso açúcar e compostos nocivos para o organismo. Se necessário, poderá incorporar suplementos que auxiliem a reparar o eczema, tais como os ácidos gordos ómega-3, vitamina A, zinco e vitamina D.


A alimentação pode funcionar como um medicamento. Os alimentos transportam informação com instruções precisas para cada gene e cada célula do nosso corpo, podendo ajudando a renovar e reparar, dependendo do que se ingira. Precisa apenas de confiar no seu corpo do seu filho, que rapidamente indicará se está no caminho certo.

29 visualizações0 comentário

Se o seu bebé bolsa depois de ser alimentado não significa necessariamente que haja algum problema de saúde. De facto, a maioria dos bebés não necessita de tratamento.

É perfeitamente normal os bebés nascerem com um tónus do esfíncter esofágico inferior mais fraco, o que propicia o refluxo fisiológico e à medida que o bebé se desenvolve, acaba por se resolver (entre os 6 a 12 meses).


Quando os bebés têm refluxo gastroesofágico é comum bolsarem sempre após serem alimentados, associado a outros desconfortos. Mostram-se irritáveis, chorosos, esperneiam, podem até tossir e não descansam devidamente. O crescimento pode inclusive ficar comprometido.


Na consulta de Nutrição Funcional procura-se descobrir a(s) causas) do problema, pelo que a abordagem para cada bebé pode ser diferente.


Aspetos a ter em consideração:

- Alterar a rotina de alimentação

Refeições muito volumosas levam a um maior risco de refluxo. A ingestão de maior quantidade de ar também agrava o mesmo. São ensinadas estratégias para melhorar a rotina de alimentação.


- Colocar o bebé na posição vertical após alimentação

Ao deitar o seu bebé vai originar uma maior regurgitação do leite, bem como dos ácidos do estômago para o esófago, causando maior irritabilidade e refluxo.


- Remover alergias e sensibilidades alimentares

O que a mãe come interfere diretamente no leite e consequentemente no bebé. É importante num bebé com amamentação exclusiva corrigir a alimentação da mãe, removendo alergias e sensibilidades alimentares, mesmo que a mãe tolere alimentos ao qual é sensível.


- Mudar de fórmula

Se está a usar uma fórmula infantil, poderá ser necessário acertar na fórmula hipoalergénica adequada para o seu bebé.


- Eventual suplementação

É comum haver necessidade de suplementar para auxiliar a digestão do bebé e ajudar a aliviar o refluxo. Poderá ser necessário a utilização de probióticos específicos, entre outros.


Partilhe a sua experiência comigo e qualquer questão disponha :)


36 visualizações0 comentário