• Joana Pinheiro

A pele é o maior órgão do corpo humano e protege o corpo de infeções, toxinas e da desidratação.

Sabia que a pele é um excelente indicador da saúde física e emocional? Contudo é a última a receber nutrientes. Os órgãos vitais como o cérebro, o fígado e o coração levam a melhor parte dos nutrientes. Já a pele recebe os “extras”, se existirem.


Numa situação de acne é importante analisar a causa do seu aparecimento. Por norma, podem existir um ou vários dos compromissos abaixo indicados:

- DESEQUILIBRIO NO EIXO INTESTINO-PELE-pele: um desequilíbrio entre bactérias boas e más pode originar um sobrecrescimento bacteriano e tornar o processo de regeneração da pele mais lento, podendo agravar um caso de acne. Dado 70 a 80% do sistema imunitário encontrar-se localizado no intestino, se houver algum compromisso da saúde intestinal, haverá também reflexo na pele.

- DISFUNÇÃO DA TIRÓIDE: um hipotiroidismo leva a baixos níveis de progesterona, podendo alterar o metabolismo do estrogénio, ou originar dominância estrogénica.

- DESEQUILIBRIO NO CICLO MENSTRUAL: a produção de sebo é controlada por hormonas androgénicas, como a testosterona. Quando essas hormonas estão em maior proporção, em comparação com outras hormonas, a pele acaba por produzir mais sebo. Como os poros ficam obstruídos com o excesso de sebo e células mortas, cria um ambiente perfeito para o aparecimento ou agravamento de acne. A síndrome de ovários poliquísticos é mais um exemplo onde um desequilíbrio hormonal causa manifestações de acne na idade adulta.

- STRESS: um dos inimigos da maioria das pessoas, acelera a produção de radicais livres que irão neutralizar proteínas como o colagénio, agiliza o envelhecimento e piora doenças cutâneas como o acne.

Hoje em dia, perceber a PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA no que concerne a compromissos na formação de colagénio, inflamação, proteção contra stress oxidativo e capacidade de desintoxicação, pode ser um aliado no tratamento do acne. Com este conhecimento, obtido através de testes de nutrigenética, é possível otimizar o estilo de vida, influenciando a ativação ou silenciamento de genes, com repercussões diretas sobre a pele.


Independentemente de poder haver compromissos nas áreas supracitadas, é importante uma boa ALIMENTAÇÃO e nutrição. Para uma boa saúde da pele é igualmente importante haver níveis ótimos de colagénio, vitamina D, ácidos gordos essenciais, ferro, zinco e vitamina A. Isto implica que a alimentação deve ser bastante equilibrada e saudável.

Sugerimos-lhe 9 alimentos que deve procurar ingerir regularmente para melhorar a saúde da pele: abacate, fígado, frutos do bosque, caldo de ossos, legumes de folha verde escura, azeite, frutos gordos, salmão selvagem e curcuma.


Melhorar uma condição de acne, à luz da NUTRIÇÃO FUNCIONAL é uma abordagem muito individualizada, pois é necessário analisar e corrigir o(s) desequilíbrio(s) por trás. Uma das grandes vantagens é que ao chegar-se à causa do problema, consegue-se resultados mais equilibrados e sustentados no tempo.

Recomenda-se que consulte uma nutricionista para a adoção de um novo estilo alimentar e eventual suplementação, de forma a otimizar a saúde da pele.

  • Joana Pinheiro

A candidíase é uma infeção fúngica causada por qualquer tipo de fungo Cândida. Nos casos em que ocorre um enfraquecimento do sistema imunitário pode ocorrer um supercrescimento de Cândida ou um desequilíbrio dos locais onde ela "reside", podendo haver migração para outras áreas do corpo que não as habituais, criando sintomas desagradáveis.

Entre os diversos sintomas pode existir:

- disbiose (desequilíbrio da flora intestinal/vaginal);

- problemas digestivos (ex: inchaço, gases, alterações do trânsito intestinal);

- transtornos de humor;

- excesso de peso;

- mau hálito, aftas, alterações da coloração da língua;

- micose nas unhas.


Entre as principais causas para esta manifestação de candidíase encontra-se:

- uma alimentação desequilibrada, rica em hidratos de carbono refinados;

- toma frequente de antibióticos;

- toma frequente de corticoesteróides orais ou anticoncepcional;

- diabetes;

- sistema imunitário enfraquecido.


De forma complementar à avaliação ginecológica, recomenda-se uma avaliação nutricional, em especial nos casos de candidíase recorrente.

Entre vários aspectos a rectificar de forma individualizada, em função das causas, é necessário:

- melhorar a alimentação e incluir alimentos anti-fúngicos;

- garantir uma correta absorção de nutrientes e modular o intestino, reparando e regenerando o mesmo;

- repor vitaminas e sais minerais em falta;

- controlar as glicemias.


Mesmo em casos de candidíase recorrente, é possível reverter a situação.

  • Joana Pinheiro

Sabia que a fibromialgia afeta cerca de 1 em cada 50 pessoas?

Esta patologia causa dor crónica, particularmente fadiga, dor muscular, alterações do padrão de sono, dificuldade de raciocínio, depressão e dor nos pontos gatilho.

Numa abordagem funcional procura-se analisar a causa da fibromialgia e tratar a sua origem, procurando restaurar saúde.


Eis as 8 principais causas da fibromialgia:

  • Sensibilidade ao glúten

A maioria dos sintomas de quem tem sensibilidade ao glúten são neurológicos, tais como dor, dificuldades cognitivas, perturbação do sono, problemas comportamentais, fadiga e depressão.

  • Sobrecrescimento de Cândida albicans

A Cândida é um fungo e sabe-se que uma pequena quantidade vive nos nossos intestinos. Contudo, quando existe um sobrecrescimento da mesma, a Cândida consegue "penetrar" a corrente sanguínea e libertar compostos tóxicos no corpo, causando sintomas desagradáveis, tais como a dificuldade de concentração, fadiga, problemas digestivos e dor.

  • Problemas de tiróide

Sabia que mais de metade das pessoas que tem problemas de tiróide não tem ideia que têm efectivamente problemas? É fundamental pesquisar diversos marcadores sanguíneos e imperativo usar os níveis óptimos do que apenas os de referência laboratorial. Os parâmetros relacionados com a tiróide ao ficarem em níveis óptimos, por norma alivia os sintomas como a fadiga, falta de concentração, problemas de sono e depressão.

  • Carências nutricionais

As carências nutricionais mais comuns que vejo nas pessoas que acompanho com fibromialgia são de magnésio, vitamina D e B12. Existem casos em que basta corrigir estes desequilíbrios para haver francas melhorias.

  • Sobrecrescimento de Bactérias (SIBO) e Permeabilidade Intestinal

Existem mais bactérias no nosso corpo que células. Quando estas bactérias encontram-se em desequilíbrio, por exemplo devido ao uso frequente de antibióticos ou a uma alimentação muito inflamatória, podemos perder a capacidade de digerir e absorver nutrientes de forma eficiente, em particular de vitamina B12. É necessário equilibrar a saúde intestinal em qualquer caso de fibromialgia.

  • Fadiga adrenal

A fadiga adrenal é o resultado de stress crónico, seja real ou percepcionado.

O gatilho muitas vezes pode ser intolerâncias alimentares, Cândida, toxicidade a mercúrio, deficiências de nutrientes ou micotoxinas.

  • Polimorfismos MTHFR

Através de um teste genético é possível saber se existem polimorfismos na MTHFR. Quanto mais mutações tiver na MTHFR, menor é a sua capacidade em metilar e desintoxicar, em particular toxinas. Em simultâneo, quanto mais mutações tiver, maiores serão as suas necessidades de vitamina B6, B12 e B9, de forma a ter a cascata da desintoxicação a funcionar adequadamente.

  • Deficiência de glutationa

A glutationa é fundamental para o nosso corpo conseguir realizar o processo de desintoxicação. O nosso corpo é extremamente inteligente e recicla glutationa, a menos que a quantidade de tóxicos seja demasiado elevada ou tenhamos falta de GSTM1 e GSTP1, as enzimas necessárias para reciclar e produzir glutationa. Ao equilibrar este processo é comum ver uma redução dos níveis de fadiga nestes casos.


Deixo em jeito de conclusão a reflexão que mesmo na fibromialgia, apesar de existirem causas comuns, cada caso é um caso e é importante ser visto como tal.

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