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  • Joana Pinheiro

A Cândida é um tipo de fungo que pode afectar homens ou mulheres de qualquer idade. Quando existe uma baixa imunidade, gerada por exemplo por um elevado nível de stress, uma má alimentação, doenças crónicas, uso de medicamentos, entre outros, pode originar-se um desequilíbrio dos microrganismos que convivem em harmonia no nosso corpo. Este desequilíbrio pode conceder um crescimento exagerado de cândida no nosso corpo.

As recomendações instituídas devem ser personalizadas em função das causas que originaram o desequilíbrio de microrganismos no corpo e permitiu o crescimento exagerado da(s) diversa(s) espécie(s) de cândida existentes.

Entre as recomendações alimentares mais comuns a ser sugeridas, parte resultam da necessidade de reforçar a alimentação com nutrientes com permitam o bom funcionamento do sistema imunitário. Recorre-se ao reforço de alimentos ricos em zinco, como o caso das sementes de abóbora, mas também a alimentos ricos em selénio, como o caso das castanhas do Brazil e ainda de vitamina E e biotina, ambos presentes por exemplo nos ovos.

Alguns estudos têm demonstrado que a alimentação muito processada, rica em açúcar e com perfil inflamatória podem estimular o crescimento do fungo.

Entre outras medidas muito comuns a ser implementadas é a remoção de bebidas alcoólicas e cafeína.

Todo o trabalho de controlo da candidíase através de mudanças de alimentação e estilo de vida, devem ser orientadas por um profissional de saúde capacitado, que concilie as recomendações alimentares com as recomendações médicas.

Torna-se importante que quem sofre de candidíase, em especial de forma recorrente, saiba que pode ter o seu contributo na resolução do seu estado de saúde, desde que devidamente orientado e cumpra as mesmas recomendações.




Quando uma mulher pretende engravidar e tem polimorfismos da MTHFR, especialmente na posição c677t e em simultâneo possui níveis elevados de homocisteína, tem maior dificuldade de implantação, abortos espontâneos recorrentes e embriões com falhas cromossómicas.

A explicação resulta da metilenotetrahidrofolato reductase (MTHFR) nestas condições poder ter a sua atividade diminuída até 70%. Assim, a conversão de ácido fólico em metilfolato (a forma ativa do ácido fólico) fica comprometida.

Esta variação genética ocorre em cerca de 33% da população portuguesa.

O ácido fólico na sua forma ativa é fundamental para a formação do óvulo, do espermatozóide, mas também do embrião e do feto. Dessa forma, torna-se essencial que a mulher que pretende engravidar e a que está grávida tenha fontes naturais de folato e que a suplementação seja metilada. Contudo, deve-se ter adicionalmente em consideração que nenhum nutriente trabalha de forma isolada e que precisa de outros para executar as suas funções em pleno, pelo que é preciso que não existam carências nutricionais.

Ao identificar-se a existência deste e outros possíveis polimorfismos genéticos e ao perceber como está a condição de saúde no momento do casal, em particular da mulher, permite realizar-se modificações de estilo de vida e hábitos alimentares, para além de conseguir recomendar o suplemento mais adequado para cada gestante ou para cada mulher que quer engravidar.

  • Joana Pinheiro

As doenças relacionadas com Distúrbios de Comportamento Alimentar são complexas. É preciso um trabalho integrado e de preferência com uma equipa multidisciplinar para ajudar estas pessoas.

Verifico frequentemente que a consulta de nutrição é vista como uma consulta que serve para ensinar a pessoa a comer. Na prática, em todos estes casos, as pessoas com Distúrbios de Comportamento Alimentar sabem ler rótulos, conta

r calorias, restringir drasticamente alimentos ou fazer diversas estratégias para compensar a ingestão energética desmesurada. Para esse efeito, a consulta de nutrição de pouco ou nada serve. Até porque com o medo de aumentar peso, qualquer recomendação instituída, na prática não é seguida.

Nestes casos é preciso fazer um trabalho bem mais complexo e modular a bioquímica do cérebro. É preciso perceber quais os fatores ambientais que desempenham um papel na causa da doença, identificar variações genéticas envolvidas em processos biológicos que contribuem para o risco de desenvolvimento de Distúrbios de Comportamento Alimentar, entre outros. Na boa verdade, quem sofre destes distúrbios quer quebrar o ciclo vicioso mas não consegue. É mais forte do que um mero controlo de vontade. Muitas vezes existe uma diminuição da capacidade da síntese de neurotransmissores, ou dificuldade em saber lidar com situações de stress. Existem inclusive genótipos que aumentam o risco a Distúrbios de Comportamento Alimentar, resultante na dificuldade da regulação dos níveis de dopamina. Há um largo trabalho a fazer. Desde analisar a necessidade de regular os níveis de insulina, verificar se existem problemas de digestão e absorção de nutrientes, repor nutrientes, analisar as dificuldades de comunicação celular, metilação ou reduzir os níveis de inflamação no organismo, entre outros.

Há que consciencializar que é com pequenos passos, que se consegue alcançar grandes vitórias. É todo um estilo de vida e forma de viver/pensar que precisa de ser modulado.