• Joana Pinheiro

É frequente várias mulheres queixarem-se de Tensão Pré-menstrual (TPM) na fase lútea do seu ciclo. Mas será suposto ser assim? Pode ser a realidade que muitas mulheres conhecem e por isso acharem "normal", mas na realidade não é suposto.

A TPM ocorre principalmente devido a um desequilíbrio hormonal, por vezes devido a estilos de vida pouco saudáveis. Conhecer a origem por trás da TPM permite descobrir a melhor estratégia de intervenção, mesmo do ponto de vista funcional.

Vários são os aspectos a analisar de forma a perceber em cada caso qual a intervenção necessária e com que prioridade se deve intervir.

Pode haver uma "dominância estrogénica" que por sua vez pode estar relacionada com vários aspectos desde um excesso de gordura corporal, desequilíbrio na microbiota intestinal, exposição a disruptores endócrinos, predisposição genética, entre outros.

Os níveis de progesterona podem estar demasiado baixos por diversas razões, entre eles uma "dominância estrogénica", o stress, hipotiroidismo, Síndrome do Ovário Policístico (SOPC).

Outro aspecto a ter em consideração é o nível de inflamação presente. Esta pode ser muito influenciada por predisposição genética, mas também pode estar acentuada por uma alimentação rica em açúcar, alimentos processados, gordura de má qualidade...

As carências nutricionais são outro aspecto sempre a ter em consideração. Estas carências podem ser resultantes de uma alimentação pobre em nutrientes, mas também devido ao uso de medicamentos como a pílula que depletam os níveis de vitaminas do complexo B, zinco, entre outros, mas também problemas relacionados com a capacidade de absorção dos nutrientes e a saúde do intestino.


PARA RETER: este desequilíbrio hormonal pode ter múltiplas causas. É preciso analisar o quadro clínico todo e a história de vida de cada mulher. Muitas vezes precisamos de testar para confirmar suspeitas. Não é possível adivinhar. Mesmo que se opte por uma abordagem funcional, deve ser sempre acompanhado por alguém especializado.

  • Joana Pinheiro

A Artrite Reumatóide afecta mais de 1,5% da população mundial.

É conhecido que existem fatores ambientais e genéticos que desempenham um papel importante na progressão da doença. Antes da patologia ser diagnosticada, as pessoas entram num estado pró-inflamatório, mas é possível evitar a progressão da doença.

Sabia que existem diversas variações genéticas associadas à susceptibilidade de desenvolver Artrite Reumatóide? Existem inclusive certas alterações epigenéticas no líquido sinovial de pacientes com Artrite Reumatóide que parece aumentar as citoquinas e promover um estado pro-inflamatório.

Sabe-se ainda que existem vários fatores ambientais que podem exacerbar o estado pró-inflamatório, acelerando a progressão da Artrite Reumatóide. Desde o tabaco, as infeções por lipopolissacarídeos (LPS), a obesidade, uma alimentação processada e inflamatória podem contribuir para a ativação do processo imunitário. Concomitantemente, em muitos dos pacientes com Artrite Reumatóide verifica-se que ingerem alimentos processados e com baixo teor de nutrientes.

Assim, existem diversos aspectos que podem ser optimizados e corrigidos como um contributo positivo na proteção e redução do risco de Artrite Reumatóide, entre eles as mudanças de hábitos alimentares e a inclusão de suplementos que reduzam a inflamação (se necessário), como o caso do ómega-3 e a curcumina.

A intervenção nutricional não só auxilia na redução do risco mas também tem efeitos benéficos nos efeitos secundários, podendo inclusive prevenir outras condições de saúde.

O estado pré-clínico oferece uma janela de oportunidade de intervenção precoce, que pode e deve ser aproveitada!

  • Joana Pinheiro

A Cândida é um tipo de fungo que pode afectar homens ou mulheres de qualquer idade. Quando existe uma baixa imunidade, gerada por exemplo por um elevado nível de stress, uma má alimentação, doenças crónicas, uso de medicamentos, entre outros, pode originar-se um desequilíbrio dos microrganismos que convivem em harmonia no nosso corpo. Este desequilíbrio pode conceder um crescimento exagerado de cândida no nosso corpo.

As recomendações instituídas devem ser personalizadas em função das causas que originaram o desequilíbrio de microrganismos no corpo e permitiu o crescimento exagerado da(s) diversa(s) espécie(s) de cândida existentes.

Entre as recomendações alimentares mais comuns a ser sugeridas, parte resultam da necessidade de reforçar a alimentação com nutrientes com permitam o bom funcionamento do sistema imunitário. Recorre-se ao reforço de alimentos ricos em zinco, como o caso das sementes de abóbora, mas também a alimentos ricos em selénio, como o caso das castanhas do Brazil e ainda de vitamina E e biotina, ambos presentes por exemplo nos ovos.

Alguns estudos têm demonstrado que a alimentação muito processada, rica em açúcar e com perfil inflamatória podem estimular o crescimento do fungo.

Entre outras medidas muito comuns a ser implementadas é a remoção de bebidas alcoólicas e cafeína.

Todo o trabalho de controlo da candidíase através de mudanças de alimentação e estilo de vida, devem ser orientadas por um profissional de saúde capacitado, que concilie as recomendações alimentares com as recomendações médicas.

Torna-se importante que quem sofre de candidíase, em especial de forma recorrente, saiba que pode ter o seu contributo na resolução do seu estado de saúde, desde que devidamente orientado e cumpra as mesmas recomendações.


Copyright © 2020 Nutri Super Health