• Joana Pinheiro

Atualizado: 18 de Ago de 2020


A azia na gravidez surge devido ao excesso de progesterona, uma hormona que relaxa a musculatura do útero de forma a permitir que o útero cresça e sustente o bebé. Contudo, a progesterona acaba também por diminuir o fluxo intestinal e relaxar o esfíncter esofágico, que é o músculo responsável por fechar a divisão entre o estômago e o esófago. Por isso, o suco gástrico retorna mais facilmente para o esófago e garganta, causando a azia. Para além disso, a digestão fica mais lenta na gravidez e, com o crescimento do bebé, os órgãos acabam por ficar confinados a um espaço mais restrito no abdómen e o estômago é comprimido para cima, o que por sua vez também facilita o retorno do alimento e do suco gástrico.

É comum a azia surgir no segundo ou terceiro trimestre da gestação, mas algumas mulheres podem sentir os sintomas mais cedo. Esta sintomatologia é mais frequente depois das refeições ou quando a grávida está deitada, podendo durar minutos ou mesmo horas.

Apesar da azia ser uma alteração típica da gravidez, partilhamos consigo algumas medidas que ajudam a combater este problema:

- Evite alimentos ricos em gordura, molhos, pimenta, café, chocolate, refrigerante e bebidas alcoólicas;

- Evite beber líquidos à refeição, para evitar que o estômago fique muito distendido;

- Mastigue bem todos os alimentos, para facilitar a digestão;

- Faça pequenas refeições e frequentes, para evitar o acumulo de acidez no estômago;

- Depois de comer, fique sem se deitar pelo menos uma hora;

- Não fumar e evitar a exposição ao cigarro. O fumo favorece a azia, além de fazer mal ao bebé.

- Não usar roupas apertadas na zona da barriga e do estômago;

- Fale com a sua nutricionista, uma vez que esta pode ajustar a sua alimentação de forma a minimizar o desconforto da azia. Em casos mais intensos o médico poderá prescrever um fármaco para combater a azia e refluxo.

Passe uma gravidez mais tranquila com pequenas mudanças no seu estilo de vida que permitirão um maior conforto e bem-estar.

#azia #gravidez

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  • Joana Pinheiro

Atualizado: 18 de Ago de 2020

O aparecimento das estrias na gravidez deve-se ao estiramento da pele que ocorre devido ao crescimento da barriga e ao aumento de peso. As estrias tendem a desenvolver-se mais rapidamente no 3º trimestre, quando ocorre um maior crescimento do bebé. Aparecem frequentemente no estômago, peito, ancas, coxa e rabo.

Algumas grávidas estão mais propensas a desenvolver estrias. Entre os fatores de risco inclui-se:

- história familiar de estrias;

- má alimentação e carências nutricionais;

- ter excesso de peso antes de engravidar;

- ganhar (ou perder peso) durante a gravidez de forma rápida;

- uso de corticóides.


Saiba que pode reduzir o seu aparecimento e inclusive minimizar o seu desenvolvimento.

Eis alguns aspetos que têm interferência:

1. Controle o seu peso

As estrias são mais propensas a surgir quando ocorrem grandes e rápidas oscilações de peso. A realização de uma alimentação saudável e exercício físico regular são fundamentais. Não se esqueça que cada caso é um caso e há que ter em consideração o seu peso e Índice de Massa Corporal (IMC) antes de engravidar para poder estimar o ganho total de peso (o qual deve ser obtido de forma gradual).


2. Mantenha-se hidratada

Hidrate bem a sua pele por dentro e por fora. Uma pele hidratada é menos sujeita a desenvolver estrias. Externamente, aplique um bom creme hidratante, apropriado para o efeito. Para hidratar internamente, é recomendado que ingira pelo menos 1,5 litros de água por dia ou líquidos hidratantes (ex: água aromatizada de forma natural com fruta) por dia. Contudo, cada mulher tem necessidades únicas, pelo que poderá ser recomendado uma ingestão até 3,0 litros de água por dia. ATENÇÃO. Nem todas as bebidas têm efeito hidratante! Algumas bebidas podem até ter um efeito reverso, ou seja, propiciam a desidratação, como o caso de bebidas com cafeína. Avalie com o seu nutricionista o que é recomendável para si.


3. Faça uma alimentação rica em nutrientes

As estrias são muito mais propensas a ocorrer se houver carência de determinados nutrientes. O ideal será já ter uma alimentação nutricionalmente rica antes de engravidar, nomeadamente em:

- vitamina C: fundamental para o desenvolvimento de colagénio, que por sua vez auxilia a manter a pele elástica;

- vitamina D: através da alimentação e exposição solar nas horas de menor calor com aplicação de um protetor solar;

- vitamina E: protege e nutre as membranas celulares das células da pele;

- vitamina A: repara tecidos da pele;

- zinco: reduz a inflamação e intervem no processo de cicatrização;

- ómega-3: auxilia a manter as membranas celulares das células da pele flexíveis.

Por vezes até se escolhe alimentos ricos nestes nutrientes mas estes podem perder a sua “força” por serem são adquiridos na época errada, ou até preparados/ confecionados de uma forma que perdem muitas das suas propriedades. Veja com o seu nutricionista o que comer e em que quantidades. Relativamente aos alimentos adquiridos deve ser ainda analisado como e quando adquirir, mas também como preparar e confecionar os mesmos.


4. Realize uma atividade física regular

A atividade física é fundamental em qualquer fase da vida, inclusive na gravidez. Caso não tenha nenhuma contra-indicação, veja com um profissional na área do desporto o que será mais recomendado para si, de acordo com as suas preferências. Se não tiver essa possibilidade, faça pelo menos umas caminhadas regulares.


Tratamentos para minimizar a aparência das estrias normalmente são feitos pós parto e devem ser iniciados o quanto antes. Fale com o profissional de saúde que a acompanha para analisar a extensão das estrias e qual ou quais os melhores métodos a combinar. Entre estes métodos, encontram-se a aplicação de mesoterapia homeopática, esfoliação, tratamentos estéticos, entre outras possibilidades.

Em suma, comece logo que possível a ter o máximo de cuidados de forma a evitar o aparecimento de estrias. No caso de já lhe terem surgido, não desanime. Nunca é tarde para ainda fazer alguma coisa para minimizar o seu alastramento e poderá sempre pós-parto melhorar a sua aparência.

#estrias #gravidez

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  • Joana Pinheiro

Atualizado: 31 de Mai de 2018



Para muitos, a concepção de um filho é um ato natural e intuitivo, contudo não o é para muitos casais que, por algum motivo, sofrem de infertilidade.

Os problemas de fertilidade estão na maioria dos casos associados a doenças e sintomas que se manifestam no seguimento de maus hábitos alimentares e de qualidade de vida, tais como:

- excesso de açucares adicionados (ex: nas bebidas e sobremesas), bebidas açucaradas (ex: leite chocolatado), alimentos ricos em açúcar (ex: bolachas, marmelada);

- uso contínuo de adoçantes artificais (presente em alimentos light);

- ingestão frequente de bebidas alcoólicas (o consumo ao fim-de-semana é considerado frequente);

- consumo excessivo de comidas prontas, produtos industrializados (ex: salsichas, fiambre);

- reduzida ingestão de legumes e saladas na alimentação (contudo não basta comer apenas salada de alface e tomate diariamente);

- falta de descanso e sono adequados; - excesso de stress;

- sedentarismo; - tabagismo e uso de outras drogas;

- uso recorrente de medicamentos para melhorar sintomas de dores de cabeça, dores musculares, dores de estômago, …, que não tratam a causa do problema.

Estes são apenas alguns dos muitos hábitos frequentes na nossa sociedade e que comprometem a saúde de jovens casais propiciando a manifestação de doenças como obesidade, síndrome do ovário poliquístico; enxaquecas, diabetes, endometriose, problemas vasculares, entre outros.

A dificuldade de engravidar não é exclusiva da mulher. O homem também necessita de se cuidar. Segundo a Associação Portuguesa de Infertilidade, em 80% dos casais a infertilidade advém de problemas em ambos os parceiros, embora estes sejam geralmente mais graves e frequentes na mulher do que no homem.

Infelizmente não existe uma fórmula específica para melhorar a fertilidade. Uma das melhores opções é o acompanhamento individualizado com uma equipa multidisciplinar para determinar qual o conjunto de ações que podem melhorar a saúde e o potencial fértil de homens e mulheres.

Por vezes há indicação de tratamentos de reprodução assistida, mas mesmo nesses casos é preciso ter a consciência da importância que o casal esteja saudável para que haja qualidade do embrião gerado. Não basta apenas engravidar! Viva com saúde!

#fertilidade #gravidez #engravidar

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