A CoQ10 é um nutriente crucial para a produção de energia a nível celular e fortemente relacionado com a nossa capacidade de reprodução. Este antioxidante, produzido naturalmente pelo corpo, encontra-se em quase todas as células.


Alguns dos benefícios da CoQ10 na fertilidade são:

- diminuir os efeitos do envelhecimento ovariano;

- aumentar as hipóteses de engravidar;

- melhorar a qualidade do oócito (óvulo) e do embrião.

Sabemos que à medida que envelhecemos a concentração de CoQ10 diminui e pode interferir na fertilidade de algumas mulheres, em especial as que têm mais de 35 anos e as que possuem síndrome dos ovários policísticos (SOP), obesidade, endometriose ou outra patologia relacionada com o envelhecimento ovariano.

À medida que envelhecemos ocorre um aumento de stress oxidativo de uma forma geral e em inclusive nos ovários, levando a um aumento de radicais livres (RL) que podem alterar a qualidade dos oócitos (óvulos). Por sua vez, os óvulos ao perderem a capacidade de gerar energia, não amadurecem. Outras consequências da sua escassez de CoQ10 podem ser um aumento das anomalias cromossómicas; uma reduzida fertilidade ou falhas na implantação.

A CoQ10 consegue combater e evitar a ação dos RL no ADN dos óvulos, induzido pelo envelhecimento ovariano e evitando a morte de células reprodutivas. Dessa forma, as taxas de fertilidade podem ser aumentadas.


Fica a nota que suplementação é um complemento que pode ser feito, quando necessário, mas torna-se importante que já haja um estilo de vida saudável, caso contrário, apenas a suplementação não surte o mesmo impacto.


Se está a tentar engravidar ou vai submeter-se a uma FIV, consulte a sua nutricionista para saber se a suplementação é indicada no seu caso em particular.

45 visualizações0 comentário
  • Joana Pinheiro

Durante a gestação ocorrem diversas transformações no corpo de uma mulher e é comum haver a queixa da obstipação.

Será que todas as grávidas sofrem de obstipação?

Os dados estatísticos indicam existir uma prevalência de 11 a 38% das gestantes com obstipação, mas na verdade não são sinónimos.

Quando uma mulher engravida já com problemas intestinais, a condição é agravada devido às alterações hormonais que se encarregam de diminuir os movimentos peristálticos/ritmo do intestino, para que o organismo passe a absorver melhor os nutrientes e chegar até ao bebé.

É importante referir que os hábitos alimentares de uma mulher ANTES e DURANTE a gravidez podem ter implicações relevantes para ela e para a saúde do futuro bebé. Adicionalmente, frisar que vale a pena procurar melhorar esta condição mesmo que esteja no terceiro trimestre de gestação, uma vez que o seu agravamento pode trazer consequências a curto e a médio prazo.

Aspetos a cuidar para um bom funcionamento intestinal durante a gestação:

- beber bastante água;

- optar por uma alimentação rica em fibras alimentares, em que haja um consumo adequado de fruta, legumes e cereais integrais;

- incluir alimentos probióticos como o iogurte natural (não açucarado) e o kefir, que podem ajudar a melhorar a saúde intestinal;

- se possível, realizar uma atividade física regular ou fazer caminhadas diárias.

Saiba que existem muitas outras estratégias que podem ser adotadas em função de cada situação, antes de pensar usar um laxante. Converse com a sua nutricionista sobre a saúde do seu intestino, mesmo que vá todos os dias evacuar (mesmo nesta condição pode haver obstipação). Peça orientações para que o intestino continue a funcionar bem.

3 visualizações0 comentário
  • Joana Pinheiro


A suplementação na pré-conceção e gestação pode ter um impacto enorme para desfechos positivos nestas fases de vida tão especiais.


Vamos tentar esclarecer algumas questões que me são frequentemente colocadas.


✨Será que todas as mulheres precisam de suplementar?

É necessário avaliar em consulta com base na história clínica e exames laboratoriais o que cada mulher efetivamente necessita, para poder transmitir orientações precisas e seguras.


✨O que deve ser suplementado?

A suplementação serve de complemento à ingestão alimentar, quando esta não suprime as necessidades diárias recomendadas. Apenas faz sentido suplementar com base nesta premissa e após avaliação da sua alimentação habitual, estilo de vida, histórico de saúde, possíveis polimorfismos genéticos, estado nutricional, etc. Acrescido a isto, sabemos que cada fase da gestação tem necessidades específicas. Todas as mulheres devem ter um excelente estado nutricional para poderem oferecer o melhor ao seu bebé, mas isto não implica que tudo tenha que ser suplementado de igual forma em todos os casos.


✨ Quem avalia a suplementação?

O médico ou nutricionista que a acompanha e que tenha em consideração todos os aspetos anteriormente citados.


✨Quanto suplementar?

Em função do objetivo e estado de saúde atual a sua nutricionista indicará a dosagem adequada. Nenhum suplemento deve ser administrado por tempo indeterminado, nem isoladamente.


✨Como suplementar?

Existem imensas possibilidades. A forma certa para si deve ser pensada consoante as suas necessidades; o que foi prescrito; a quantidade necessária; o que existe no mercado; se existe algum compromisso na absorção de nutrientes, etc.


A suplementação deve ser personalizada às suas necessidades atuais. Os nutrientes interagem entre si; ao suplementar em excesso ou isoladamente; ao não ter cuidado com a escolha das matérias primas e a forma adequada pode originar novos desequilíbrios, assim como pode não ter o benefício esperado.


Todas as mulheres devem estar bem nutridas na fase da pré-conceção e durante a gravidez, mas nem tudo precisa de ser suplementado. Analise a suplementação com uma nutricionista que trabalhe na área materno-infantil.

6 visualizações0 comentário