• Joana Pinheiro

Por trás dos bagos vermelhos e rosados de sabor agridoce está um fruto com propriedades benéficas para o organismo e, por conseguinte, para a saúde.

Existem registos do seu cultivo há mais de 5 mil anos, inicialmente nas regiões do Sul de Ásia e, mais tarde, difundida pelo povo fenício aos países do mediterrâneo. São muitas as alusões a este fruto enquanto símbolo de longevidade, amor e poder terapêutico. Ainda existe, nos tempos de hoje, a tradição grega de se cortar uma romã durante o casamento como símbolo de fertilidade. Actualmente, em Portugal, a sua produção encontra-se maioritariamente concentrada no Algarve.

A época ideal da sua colheita vai desde o início de Outubro até meados de Dezembro. Para escolher as melhores romãs, deve-se procurar as maiores e mais pesadas, com a casca firme e acastanhada, de cor viva, sem cortes, nem amolgadelas. Saiba que este fruto conserva-se por alguns meses desde que esteja abrigado da luz e num local seco e fresco. Contudo, não se esqueça que, quando mantida entre os 0 e 5ºC, continua a amadurecer. Estará seguramente bem madura quando a casca começar a estalar.

Nutricionalmente é bastante rica em compostos fenólicos como as antocianinas, quercetina, ácidos fenólicos e taninos. O seu potencial antioxidante é 3 vezes superior ao vinho tinto e chá verde. É também reconhecida como fonte de fibra, vitamina C, ferro e potássio. Estes compostos tem um papel importante na saúde cardiovascular, no normal funcionamento do sistema imunitário, na regeneração celular e na prevenção de alguns tipos de cancro. Para os que se preocupam com o valor energético dos alimentos, a romã é considerada de baixo valor energético, cerca de 50 Kcal/100g de parte edível.

Esta fruta tem uma enorme versatilidade. Pode ser utilizada simplesmente enquanto fruta, mas também em saladas, legumes, como guarnição de pratos, sobremesas, como bolos ou gelados, ou até mesmo em bebidas, compotas e xaropes.

Como curiosidade e combate ao desperdício fica a dica que a casca da romã depois de seca pode ser utilizada para fazer uma infusão. Não pretendemos com isto que apenas passe a consumir romãs. A diversificação alimentar é fundamental. Consuma alimentos sazonais. Além de serem mais saborosos e acessíveis, estão repletos de benefícios para a saúde.

#romã

  • Joana Pinheiro

A goma xantana é um aditivo natural que resulta da fermentação de uma bactéria.


Atualmente é bastante utilizado nas indústrias farmacêutica e alimentar, pois tem inúmeras funções. Pode ser usado como espessante, estabilizante, emulsionante e agente de suspensão. É muito procurado por quem precisa de fazer uma alimentação sem glúten, pois contribui para que a mistura da farinha tenha características semelhantes à mistura com glúten. A sua utilização permite conservar os gases resultantes da fermentação deste polissacarídeo, contribuindo para que o pão fique mais fofo. Como habitualmente a goma xantana provém da fermentação do milho, é preciso ter atenção a quem tenha algum tipo de intolerância.

Este aditivo alimentar adquire-se nos dias de hoje com bastante facilidade e encontra-se sob a forma de pó. Após abertura deve ser conservado em embalagem fechada num local seco e fresco.

Caso pretenda incluir a sua utilização numa receita que não possua goma xantana, partilhamos consigo algumas orientações:

- utilizar 2 colh. de chá de goma xantana para 500 g de farinha de pão

- utilizar ¼ colh. de chá de goma xantana para 200 g de farinha para bolos

- utilizar uma pitada de goma xantana para 100 g de farinha para pastelaria.

Desta forma reduzirá o esfarelar das massas sem glúten.

Boas experiências!

#gomaxantana #semglúten

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